Certificações visam o benefício que a arquitetura podem trazer à vida da população, focando na saúde e bem-estar de espaços construídos

Dávila

Os residenciais Kadosh, construído pela RKM, Albert Scharlé, da Caparaó e o arquiteto Alberto Dávila

O Selo Casa Saudável, é um exemplo disso. Desenvolvido no Brasil, ele tem como base o conceito de “biologia da Construção”, ou geobiologia, um ramo de conhecimento que avalia o impacto que as construções exercem na qualidade de vida das pessoas.

De acordo com o arquiteto Alberto Dávila, presidente da Dávila Arquitetura, uma série de medidas, em sua maioria bastante simples, econômicas e práticas, são capazes de influenciar positivamente a vida das pessoas.

“Dentre os itens que devem ser considerados para promover a saúde e bem-estar dos usuários de um espaço, além do respeito ambiental, estão desde a localização de uma edificação, a consideração de fluxos de energia, campos eletromagnéticos e o formato do espaço, até a qualidade da água consumida, a qualidade interna do ar, os materiais utilizados na construção e acabamento, o desenho arquitetônico e a ambientação, o conforto acústico, a iluminação e a disposição adequada dos móveis.

O paisagismo, a sustentabilidade da edificação e suas demandas de manutenção completam a lista de temas abordados pelo selo e que interferem na certificação”, relata.

Os residenciais Kadosh, construído pela RKM, e o Albert Scharlé, da Caparaó, localizados na região metropolitana de Belo Horizonte, ambos da Dávila Arquitetura, estão entre os pioneiros na certificação “Selo Casa Saudável”. O Kadosh foi o primeiro edifício certificado no Brasil, enquanto o Albert Scharlé foi o primeiro da América Latina a receber o grau máximo (A).

Projetos com uma arquitetura atraente e agradável. “As medidas relacionadas à sustentabilidade, que contemplam desde a economia de água com medição individual e reaproveitamento de águas servidas, até a iluminação natural nas garagens e áreas comuns, reduzem o consumo de energia e o uso de materiais de acabamento, cuja produção é menos impactante ao ambiente e/ou cujo descarte pode ser realizado através da reciclagem”, avalia Alberto Dávila.

O arquiteto reforça que a preocupação com uma vida mais saudável deve ser algo inerente à arquitetura. “A busca por efeitos positivos da arquitetura e das soluções construtivas na vida das pessoas é algo que deve ser valorizado e nunca será um exagero. Uma construção é algo que dura muito, muito tempo e os impactos que ela traz ao planeta e às pessoas que a utilizam é algo que deve ser considerado com seriedade. Neste sentido, toda iniciativa é importante”, encerra.

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